Nossa! Logo logo vai fazer dois meses que desapareci daqui. Que vergonha!
O pior é que dei um olhada e descobri que a fonte está seca. O problema é comigo mesma, que furei um compromisso que tinha estabelecido. Aposto que
ninguém deu pela minha ausência, ninguém lê minhas abobrinhas mesmo.
Vou pensar em alguma coisa, vou pensar em alguma coisa...
sábado, julho 24
sábado, junho 5
Sinal Fechado
Dia de lembranças melancólicas. A música de Paulinho da Viola foi composta em 1969 e acabou virando hino da ditadura, que instalou o medo e impediu a comunicação entre as pessoas, calando as amizades. A palavra de ordem era sobreviver, cuidar da própria vida, sem ter tempo para cultivar as amizades. Mais de 40 anos depois, a ditadura acabou, mas a metáfora da canção continua verdadeira. O sinal ainda está fechado para encontros. Os amigos ainda estão preocupados em buscar seu lugar no futuro. E o agora?
sexta-feira, junho 4
quinta-feira, junho 3
Haja pobreza de espírito!

Por força das circunstâncias, trabalho entre muitos narcisos. Nada contra pessoas com auto-estima no grau máximo, mas quando sua atitude se transforma em agressão aos colegas, perco a paciência. O problema é que elas – as tais narcisistas - só olham pro próprio umbigo e não estão nem aí para a existência e os direitos dos outros seres. A competição no trabalho as torna egoístas: na distribuição das tarefas, querem sempre escolher primeiro, os outros que fiquem com o resto. E quando alguém lhes diz alguma verdade, desnudando seus secretos interesses, aí é um deus-nos-acuda, viram bicho, perdem as estribeiras, botam a boca no trambone. O pior é que posam de gente do bem, gente piedosa. Pobres de espírito, isso, sim, é o que são. Na última semana tive que enfrentar duas dessas criaturas e fui forçada a lhes mostrar que o mundo não gira conforme sua vontade. Disgusting! Mas de vez em quando alguém precisa trazer essas colegas de volta à realidade. Pronto, falei!
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domingo, maio 23
domingo, maio 2
Feriado no sábado, ruas desertas?

Sexta-feira, seis horas da tarde. Ia receber a família para um vin d’honeur, daí resolvi ir ao supermercado comprar umas cositas para mastigar. Bem, parece que todos no bairro tiveram a mesma ideia porque tinha gente saindo pelo ladrão. Primeiro foi uma guerra para estacionar. Depois uma luta para encontrar um carrinho disponível. Parecia que tinham anunciado alguma catástrofe para os próximos vinte dias e o povo tinha corrido para comprar provisões. Nada disso: era fim de mês e véspera de feriado de primeiro de maio (logo no sábado, que pena), não tinha mais o que comer em casa, imagino. O pior foi enfrentar a fila do caixa depois: mínimo de quarenta minutos, sem direito a reclamação. Pensa que acabou? Que nada, o trânsito estava uma loucura! Como são pacientes e educados os motoristas desta cidade! E em especial deste bairro, Jardim da Penha. Aliás, o trânsito aqui é um caso à parte. Nas rotatórias, quem vem na pista da esquerda quer entrar (e entra!) na rua da direita. Nas pracinhas (ai, as pracinhas!), há pelos menos quatro faixas para pedestres, então é preciso atenção redobrada para não atropelar ninguém: as pessoas vão atravessando, cheias de orgulho, se sentindo cidadãs que podem atravessar as ruas em passo de tartaruga, que os motoristas esperam cal-ma-men-te. Tão calmos, que mal avistam um pedestre vindo em direção à faixa, mesmo que faltem ainda uns dez metros, já freiam para esperar que elas cheguem ao meio fio. EITCHA! Daí vem mais outra, mais outra, mais outra... e mais uma bicicleta, mais duas motos... Ai, como são civilizados motoristas e pedestres, em Jardim da Penha, em sua convivência exemplar!
quinta-feira, abril 8
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!
Terça-feira, dia 6, 17 horas. Mal acabei de estacionar meu carro na porta do edifício Master Place, nas imediações da av. Leitão da Silva, e a chuva caiu, com vontade! Tinha uma consulta médica marcada para o horário, mas a consulta só aconteceu uns quarenta ou cinqüenta minutos depois. No consultório, os comentários sobre a chuva e a possibilidade de enchente. Mas a atendente tratou de me acalmar, alegando que aquela “chuvinha” não dava pra encher rua nenhuma. Acreditei. Quando desci do prédio e vi meu carro quase sendo levado pelas águas, entrei em pânico. A água estava quase entrando carro adentro. Não dava pra esperar, tirei os sapatos, arregacei as calças e arrisquei. Nem sei como consegui acelerar , em primeira e segunda, e rodar por uns duzentos metros dentro daquela maré, até chegar a um posto de gasolina, que fica num plano mais alto. Muitos carros haviam tido a mesma ideia e o movimento ali era enorme. O terror devia estar estampado na minha cara. Percebendo meu descontrole, um frentista veio até mim, disse para eu deixar o carro ali mesmo, me ofereceu um copo d’água e me ajudou a lavar as pernas com a mangueira, já que a água da chuva tinha se misturado aos esgotos do valão da avenida. Creeeeeeeeeeedo! Imagine a cena. A água sempre subindo mais, e a perspectiva de eu ficar ali até muito tarde. As imagens das enchentes de São Paulo e de Minas, com carros à deriva e gente sendo arrastada pelas enxurradas não me saíam da cabeça. Uma coisa é ver na tevê, outra coisa é ser personagem de uma novela como essa. Olhei em volta e vi um grupo de marmanjos em frente a loja de conveniências, que se divertia jogando sinuca, comendo churrasquinho e tomando cerveja. Daí relaxei também. Esperei, esperei, esperei. Por volta das 8 e qualquer coisa, a chuva deu uma trégua e o esgoto começou a baixar lentamente. Assim que deu, pus meu anfíbio em movimento e enfrentei o congestionamento na reta da Penha. Lá pelas 9 e quarenta, cheguei em casa. Nível máximo de estresse, mas viva.
sábado, abril 3
Com chocolate e com afeto
sexta-feira, abril 2
E aí, seu Coelho?
Coe-lhi-nho da Pás-coa, que tra-zes pra mim? Um o-vo, dois o-vos , três...
Ei, seu Coelho, dá pra negociar todo esse chocolate? Se eu engordar mais um quilo, explodo! Daí que prefiro algo mais diet. Que tal um moreno, grisalho, em forma, olhos de qualquer cor? Nem alto, nem baixo, nem gordo, nem magro e, principalmente, aparência de homem, conversa de homem, cheiro de homem, pegada de homem, inteligência e iniciativa de mulher. Ah, tem que ser livre e desimpedido e querendo algo mais que uma sombra pra amarrar o cavalo. E também gostar de retribuir sem usura tudo o que receber. Por último, tem que ser muito divertido e pouco pegajoso. O quê? Tá difícil juntar tudo isso numa pessoa só? Tá bem, tá bem, então pode substituir por um Alpino nº 23 da Nestlé. Dá quase no mesmo!
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